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  • Foto do escritorMari Rabelo

8 perdas principais na Cervejaria



Descubra onde está o seu maior prejuízo e comece por ele.

Atualmente, mesmo em tempos de pandemia, há uma grande quantidade de plantas industriais de fabricação de cervejas, de diferentes portes, operando por todo o Brasil.


A abertura e registro de uma fábrica de cervejas, sozinhos, não são uma garantia de que a cervejaria esteja pronta para funcionar perfeitamente e com toda a sua capacidade.


Mesmo que muitos dos donos de fábricas de cervejas tenham se certificado em diferentes instituições, visitado outras plantas industriais e conversado com muitos fornecedores, podemos notar uma constante reclamação de prejuízos nos diferentes fluxos de processos. Esses prejuízos são dos mais variados e vão desde os baixos rendimentos de brassagens à acidentes que resultam em perdas de máquinas ou investimentos não planejados e de caráter de urgência.


Não apenas os donos de fábricas certificados sofrem o prejuízo como, também, aqueles que adentram no setor como investidores e desconhecem todo o processo, deixando a gestão da produção por conta do sócio minoritário. E as soluções são aquelas já conhecidas: é aporte em cima de aporte.. e a fábrica parece que não vai nunca "andar pelas próprias pernas".


No caso das cervejarias de pequeno porte, com produções inferiores à 20 mil litros por mês, a dificuldade é ainda maior: além de usar todo o lucro conquistado para comprar mais tanques de fermentação, chopeiras e outras melhorias para a empresa crescer e se solidificar no mercado, essas empresas ainda fecham o caixa mensal negativo porque precisaram lidar com as perdas que não estavam previstas no planejamento ficanceiro do mês. Empresas com produções maiores, normalmente, possuem um fluxo de caixa menos instável e podem contar com uma diversidade de maquinário na própria planta industrial, de modo que através de rearranjos na programação e a adaptação de máquinas permitem maior flexibilidade na hora de resolver os problemas.


É válido lembrar que prejuízos em fábricas de cervejas não são apenas aqueles referentes aos baixos rendimentos de processo e quebra de máquinas: todo atraso que resulta em hora extra ou reprocesso apresenta alteração direta no fluxo de caixa da empresa e, em alguns casos, um aumento no custo da fábrica.


Vamos lá: em plena sexta-feira às 16hrs da tarde, ocorre de o selo mecânico da bomba da tina de fervura apresentar sinais de extremo desgaste e a bomba parou. É preciso realizar a sua substituição mas a empresa não apresenta essa peça em seu estoque. Foram necessárias duas horas corridas para que o selo fosse trocado, já que foi necessário comprar outro selo em uma cidade vizinha (as outras bombas da fábrica estavam todas em uso). A fábrica tem apenas 2 funcionários nesse dia, sendo um deles o dono. Resultado: se o dono, por algum outro motivo, não pode sair da cervejaria, vai tirar o operador do envase de barris para realizar a compra desse selo. O operador, trabalhando com afinco, realizaria o envase de 20 barris por hora. Ao perder duas horas, foram 40 barris não envasados e R$20.000,00 de faturamento atrasado - caso não seja possível retomar as atividades de envase no mesmo dia. O mesmo raciocínio vale para quando há qualquer tipo de reprocesso na fábrica, resultando em horas de trabalho do operador perdidas.


De modo geral, os prejuízos da fábrica estão escondidos e, na maior parte das vezes, invisível aos olhos de todos. As 8 perdas principais das cervejarias, comumente, são:

  1. Ajustes de produção porque houveram imprevistos na brassagem;

  2. Falhas de equipamentos no dia-a-dia da fábrica;

  3. Falhas no processo devido à falha dos operadores ou acidentes;

  4. Perdas regulares do processo de fabricação de cervejas, as quais precisam ser monitoradas para serem o mínimo possível: transferências de mosto e cerveja, envase de produtos, filtração, purgas de tanques de fermentação;

  5. Perdas irregulares do processo de fabricação de cervejas: baixos rendimentos de brassagem, má operação do filtro resultando em diversos ciclos para o mesmo lote de cerveja, alto refugo de garrafas no envase automático, dentre outros;

  6. Defeitos de qualidade: descarte de tanques de fermentação por contaminação, contaminação química ou defeitos sensoriais diversos.

  7. Reprocesso: perda de reciclagem devido à devolução de produtos como, por exemplo, barris pouco carbonatados que resultam em horas de trabalho do operador para correção da carbonatação;

  8. Paradas para manutenção: horas de fábrica não funcionando ou funcionários ociosos.


Portanto, uma forma bem rápida de começar a mapear os custos não planejados de uma cervejaria e eliminá-los, é identificar qual desses 8 prejuízos mais ocorre na planta industrial e resolvê-lo. Depois disso, é preciso desenvolver medidas de prevenção para que a perda identificada não ocorra novamente ou ocorra em menor frequência. Ao enumerar as perdas da cervejaria e tratá-las uma por uma, é possível alcançar economias financeiras que podem ser transformadas em investimentos estratégicos como aquisição de novas máquinas ou ações de publicidade.


Este artigo foi útil para você? Me conte nos comentários.


Até a próxima!! Grande abraço, Mari.


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